GP2X F-200 previsto para Outubro. Será?

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Depois de muito tempo sem dar as caras, a GamePark Holdings (empresa subsidiária da GamePark Korea) anuncia que vai lançar um novo handheld baseado no sistema operacional Linux, porém com uma grande novidade.

Apesar do modelo nomeado GP2X-F200 utilizar o mesmo hardware interno (processadores ARM, mesma quantidade de RAM, etc.) e ainda utilizar SD card para armazenamento, esse novo modelo ira conta contar com uma tela de toque 320×240 QVGA completa, com stylus.

Além dessa nova adição, o controle do handheld, muito crucificado pelos usuários ao redor do mundo, foi totalmente redesenhado, utilizando agora um layout mais parecido com o do Playstation Portable (PSP).

Apesar da novidade ser muito interessante, eu acho que não vai pegar. Podemos ver pelo “sucesso” do GP2X atual (GP2X-F100). O handheld é muito pouco conhecido em regiões fora da Coréia, tendo feito um maior sucesso, mesmo que em pequena escala, em solos americanos. Além disso, a GamePark Holdings não possui tanta fama fora da Coréia (se bobiar nem lá), sendo assim muito difícil para ela introduzir um novo produto no mercado, diria “mainstream”.

Sem duvida a idéia de um handheld com tela de toque é boa, porém a GPH deveria se concentrar primeiro em fazer o F100 vender (melhor) do que criar um dispositivo totalmente novo. A divulgação do produto fora da Coréia foi feita meio que na base do “site a site” e é muito difícil encontrar um GP2X a venda, sem ser importando ou pagando o olho da cara em sites como Mercado Livre e similares. A GPH deveria primeiro conseguir uns contratos de distribuição legais, e depois que conseguir tornar o handheld disponível às massas (entenda-se FNAC, Submarino e outras. Sonhar não custa nada), mesmo que em poucas quantidades, daí sim pensar em colocar um novo produto no mercado.

Claro, isso sem contar o problema que é desenvolver para o GP2X. Tudo bem que as ferramentas estão ai disponíveis para qualquer um que quiser, e o DEVKIT ARM9 é totalmente de grátis, porém uma coisa que sempre me chamou a atenção foi que mesmo sendo de código aberto, as livrarias estando todas livres para download, as ferramentas de desenvolvimento para o portátil são sofríveis. Qualquer um que tenha tentado desenvolver por exemplo para GP2X, e depois para PSP entende o que eu estou dizendo. Mesmo o PSP sendo um console teoricamente “fechado”, existem centenas de códigos prontos e IDEs de desenvolvimento para o handheld da Sony, diferente do que acontece com o brinquedo da GPH.

Resumindo, melhor a GamePark Holdings investir melhor no GP2X, pois enquanto ela nao aprender que o que dá dinheiro é fazer um produto para todos, e não somente para um nicho de gamers hardcores, ela dificilmente vai conseguir emplacar um novo produto no mercado.

Para quem estiver mais curioso sobre o novo handheld, o site PlayAsia traz maiores novidades sobre o GP2X-F200.

  • robson

    o concordo com o q vc disse tio, mas acho q eles deveriam é ter investido no hardware (vide processador, memória etc ) do portátil primeiro, não só numa tela de toque e um controle novo

  • TioSolid

    entao cara.. o problema é exatamente o que eu disse. mesmo que eles fizessem um handheld com um carate para competir com um PSP por exemplo, é dificil eles entrarem no mercado. voce pode ver pelo GP2X com o jogo Payback. é um otimo jogo, porém da pra imaginar quantas unidades eles venderam

  • seiti

    Na minha opinião o público alvo deste tipo de console é diferente daquele do DS ou PSP. É exatamente por explorar um nicho de mercado, geeks desenvolvedores, que a empresa GPH ainda está de pé e produzindo consoles, mesmo sem receber royalties das produtoras de jogos, visto que tais “produtoras” geralemente são programadores aficionados independentes. NUNCA uma pequena empresa independente poderia enfrentar gigantes como a Sony ou Nintendo de igual para igual (mesmo tendo MUITO dinheiro é difícil, vide a MS :-)

    Dito isto, concordo que a GPH parece não investir muito no software do produto. Ela deveria criar, ou configurar (Eclipse?), um IDE toolchain oficial simples de instalar. Mesmo uma documentação do hardware e bibliotecas (e não “livrarias” ;-) de fácil acesso aos compradores seria muito bom.

    O GBA e NDS, mesmo não sendo abertos, possuem uma documentação muito boa produzido pela comunidade, e não pela Nintendo (pelo menos não a disponibilizada pela internet). Com o GP2X sendo aberto, ao invés da coisa ser mais simples, ela continua a mesma. A comunidade que dá suporte e documenta o aparelho…

  • TioSolid

    Sem dúvida, os nichos explorados são diferentes. Mais acho que seria legal uma investida boa da GPH para acontecer coisas como ver um PSP, um ds e um GP2X na mesma prateleira em uma loja. E é como você disse, cada um tem seu público específico, assim como Wii e PS3, por exemplo.

    Agora, quanto as tools, realmente. O que você disse seria o “killer app” para o GP2X. Um Cd incluído (ou ISO para baixar) com uma IDE totalmente pronta para uso com uma documentação, mesmo que mínima

  • Pingback: GP2X-F200 lançado hoje, será que vai? - NewsInside.org()

  • jm

    A ideia é muito boa, o hardware poderia ter sido melhorado muito, pois ja ha celulares com processadores melhores, e hoje em dia é essencial suporte a 3d com muita mais muita qualidade, isso com distribuicao e boa propaganda, sem isso o console vai ter o mesmo destino do antecessessor dele…

  • Seiti

    @jm
    Na verdade já existe um projeto que contempla tudo que você quer: o Openpandora (www.openpandora.org). Se vai dar decolar, ninguém sabe.

    Mas o público alvo é o mesmo dos GP2X da vida: programadores bugigangófilos ;-)

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