Nintendo 2DS: será que dessa vez vai?

2DS
O Nintendo 3DS já está aí faz um bom tempo, porém uma de suas principais inovações, a mesma que causou tanta intriga e curiosidade antes de seu lançamento, logo se tornou algo relativamente indiferente para a grande maioria dos usuários.
E com isso, veio a pergunta: “será que o valor extra por uma função 3D que eu provavelmente irei desligar vale a pena?”.

A pergunta ficou no ar durante um tempo, mas a resposta da Nintendo chegou.
Aproximadamente três anos depois, a empresa anuncia o Nintendo 2DS; uma versão mais simplificada do 3DS, com um design não dobrável e mantendo as mesmas compatibilidades de seu irmão mais velho, porém sem o 3D.
A recepção do público foi mista. O preço se tornou bem mais acessível, porém por conta de seu design, o console havia perdido um pouco de sua portabilidade, e de certo modo, sua “elegância”.

Há duas semanas atrás (27 de abril, 2017), a Nintendo anuncia seu sucessor, o Nintendo 2DS XL



Reggie Fils-Aime, presidente da Nintendo dos Estados Unidos, disse em uma entrevista para a revista Time que ele é um produto destinado à pessoas que querem algo “entre” o 2DS e o 3DS XL

“Nós sentimos que o Nintendo 3DS XL, a um preço de U$199, é uma experiência completa. […] E então nós ouvimos dos consumidores, ‘Cara, eu gostaria que houvesse um meio-termo.’’

E aqui está ele. Voltando ao estiloso design dobrável e contando com uma tela 80% maior, ele promete oferecer a mesma experiência do 3DS XL, porém sem o 3D.


O Nintendo 2DS XL chegará primeiro na Austrália, no dia 15 de Junho, custando 200 dólares australianos(aprox. R$470), sendo lançado em seguida na Europa e nos Estados Unidos, custando 149 dólares (aprox. R$475).


Agora voltando à pergunta: será que dessa vez vai dar certo?
Na minha opinião, sim. Sim senhor.

 


Texto Redigido pelo colaborador YunPi.

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[Análise] Geração de Consoles 8.5 (e PC)

Como todo mundo já deve ter percebido a geração atual de videogames está meio que tendo seu ciclo de vida reduzido pela metade dos costumeiros 6 anos para 3 anos com um twist, um tipo de retrocompatibilidade entre as versões comum e “premium”, vamos ver pode afetar nosso hobby, então antes vamos fazer uma breve viagem no tempo do nosso passado recente e observar como essa praga caiu sobre nós e como pode nos afetar como consumidores:

Em 2012 a industria de jogos meio que resolveu abortar a oitava geração de consoles, digo isso porque começou com o Wii U tentando nestes 4 anos alcançar alguma relevância e 1 ano depois chehou a concorrência pesada do PS4 e Xbox One além dos PC sempre se aperfeiçoando, isso nos trouxe ao nosso cenário atual, PS4 Pro laçado e a previsão do lançamento do Xbox One project Scorpio para o fim desse ano (2017, caso você esteja lendo isso no futuro), então por que diabos eles resolveram fazer isso? Por que os videogames da 8ª geração nasceram com Hardware fraco, ao contrário dos monstros que tivemos na 7ª?

videogames8thgen

 

A tecnologia avançou muito desde 2006, quando fomos brindados com o PS3, o poderoso obelisco da brutalidade (como Yskar o apelidou na época), que era um absurdo de hardware em 2006, onde nem os PCs mais cabulosos conseguiam competir, hoje em dia as coisas são bem diferentes, se quiser montar um PC de 7 mil conto que rode tudo no ultra pelos próximos 10 anos é possível fazer (só precisa do dinheiro para isso, hehehe), claro que agora ter um computador tão potente assim não será 100% aproveitado logo de inicio, pois não temos jogos que utilizem essa potência toda, fazendo valer o dinheiro que gastamos nele, mas com o passar do tempo a tecnologia progride e essa potência acaba sendo o que se espera de um computador de alto desempenho e o investimento feito passa a fazer sentido.

Este cenário é totalmente diferente do que aconteceu na época do lançamento da 7ª geração de consoles, hoje os PCs conseguem gráficos até bem superiores do que os consoles podem fazer, como o 4k real e o escambau, coisa que provavelmente não veremos nos videgames de mesa antes 9ª geração, mas como disse, o problema é o investimento para se ter uma máquina assim, muitos não querem se comprometer em investir tanto em hardware, além do conhecimento técnico que se tem de ter para montar a melhor máquina possível pelo valor gasto.

Após muito tempo esse hardware iria começa a se tornar obsoleto, mas mesmo assim não precisaríamos trocar todas as peças de uma vez, seria uma RAM em um momento, um processador em outro, ou algumas GPU’s, já nos consoles temos aquele Hardware fixo para sempre, e os desenvolvedores tem de aproveitar ele ao máximo que podem por 6 a 8 anos (olá PS3 novamente).

Como consoles tem um hardware fixo do inicio ao fim de seu ciclo de vida, vemos jogos que brilharam aos olhos graficamente no inicio da geração, e na diversão também, pois hardware mais potente traz a possibilidade dos desenvolvedores implementarem mecânicas de gameplay que seriam impossíveis nas gerações anteriores (coisa que achei que faltou nessa geração onde eles se focaram apenas em gráficos, diferente do que vimos na transição do PS1 para o PS2 por exemplo), porém com inFamous Second Son vimos o que o poderiam ter feito com o PS4 quando usado em seu máximo, o que é uma pena que não aconteceram com os jogos feitos pelas thirdies party, além do ótimo Knack, que foi bastante rejeitado mesmo sendo do mesmo criador de Crash Bandicoot e engenheiro do PS4, Mark Cerny, eu gostei bastante desse jogo, pois faz um bom uso de partículas e inclui isso no gameplay e fazendo dele um jogo leve como foi o Crash.

Mas com o tempo as third party vão aprendendo a usar o kit de desenvolvimento dos consoles de forma cada vez melhor e os jogos first party sempre são otimizados da melhor forma possível, servindo como exemplo do que as thirdies podem alcançar graficamente quando otimizam o jogo da forma correta, mas sempre vamos estar limitados ao máximo que pode ser extraído daquele Hardware, o problema é que as Third acabam não otimizando ao máximo como poderiam fazer, devido a ficar atrelado aquela plataforma e não poder portar aquela otimização feita para outros sistemas, além dos prazos e muito dinheiro em Pre-Order,DLC ,Season Pass, onde um atraso acabaria causando um prejuízo gigante tanto em imagem quanto financeiramente na forma multas cobradas pelos publishers, e assim acabamos tendo lançamentos de jogos bugados, como esta aberração da tecnologia:

unity

Hummm, que jogo perfeito !!!

Muito mimimimi se fez em torno do hardware da oitava geração, pessoas querendo apenas gráficos e mais gráficos, quadros por segundos mais altos e estáveis (se ficassem travados sempre nos 30 fps sem nunca ter framedrop eu já estaria satisfeito) e as fabricantes de console  perceberam esse desejo, estão tentando nos vender algo “melhor”, já que obviamente se tem mercado para isto, porque não? Já que a ideia é lucrar, lucrar e lucrar, vender, vender e vender e que se dane o dia de amanhã !!! Bem vindo ao capitalismo selvagem niggas.

capitalismo
Mas ai eu percebi que se jogos como inFamous, Bloodborne, Tearaway Unfolded, Knack (entre vários outros) foram jogos que apesentaram estabilidade como se espera, e os third party lançando jogos instáveis como fizeram na geração anterior. Infelizmente jogos feitos pelas Thirds são instáveis e bugados no lançamento porque as empresas querem, porque podem atualizar após o lançamento e assim podem lançar mais cedo e cagar pra framerate ou o jogo como um todo para lucrar com antecedência, com pre-order, com itens ”exclusivos” (exemplo de final fantasy xv teria comprar o jogo 8 vezes pra ter tudo ”extra”), é uma pena, pois é possível fazer direito de primeira, desde que possam trabalhar com tempo e lançar quando estiver decente, mas vejo que também temos culpa nisso como consumidores pois muitas vezes vi reclamações em atrasos, onde fans parecem que querem logo o jogo em suas mãos mas não percebem que podem receber verdadeiras bombas bichadas que serão injogáveis por  um ou mais meses (ou muuuuitos meses, vide o No Man’s sky, que inclusive muitas pessoas tem se sentindo roubadas por Sean Murray).

Ao menos essa geração não foi apenas focada em gráficos, também é uma geração de funcionalidade, coisas que não tínhamos antes, como Remote Play via internet (quem pensou que poderia hoje estar com meu PS4/Xbox One em casa e quando estiver viajando poder jogar usando wifi no onibus/avião?), poder jogar aquele contra no Street Fighter e ter alguém para lootear no Diablo III sem que o amigo tenha de comprar o jogo, usando o Share Play? São funções que não existiam na geração passada ou eram restritas a um meia duzia de jogos.

Quem imaginou que nos consoles um dia poderíamos gravar aquela partida épica de Overwatch e dividir com os amigos? É disto que eu estou falando! Esta geração não precisa evoluir muito graficamente, mas foram esses complementos introduzidos para transmitir a experiência que tivemos com esses jogos com mais pessoas via youtube ou streaming que mais me agradou, sinto meio como era antigamente nas finadas locadoras, onde víamos os amigos jogando e sentíamos a empolgação que só aquele jogo maravilhoso podia nos dar.

Pessoalmente não pretendo trocar o que ja tenho já que para mim é essa “geração 8.5” é apenas mais do mesmo, não tenho TV 4k, e nem quero ter.
Qual sua opinião sobre está meia nova geração? Deixem seu comentário aí em baixo e vamos papear, vocês gostaram dessa geração ou preferiram as anteriores?

Então ficamos por aqui, aquele abraço e até mais! XD

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[BigN] Anunciado o Console Nintendo Switch (Code nome NX)

Rapidinha para falar que a Nintendo finalmente anunciou e mostrou a cara e funcionalidades do seu novo console para jogos, o Nintendo Switch! Portátil que também é um console de mesa com controles destacáveis e jogos em cartuchos ou por download.

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Ratchet and Clank – Cuspindo Plataformas

 

Desde Crash Bandicoot no PSX os jogos de plataforma me fascinam. Infelizmente com as novas gerações muito desta magia se perdeu. Tanto que, no PS3, jogos desde tipos são escassos e, na maioria das vezes, ruins. Conheci Ratchet and Clank no PSP com o game Ratchet & Clank: Size Matters, que não cheguei a jogar e, já no PS3 peguei Ratchet & Clank Future: Quest for Booty no “Welcome Back” da PSN e foi decepcionante de tão curto o jogo é.

 

Ratchet and Clank no PS4 é a reimaginação do primeiro R&C, um remake feito do zero sem medo de inovar e mudar e podemos dizer que a Insomniac foi muito feliz ao mudar e zerar a história do jogo no PS4 e fez isto de forma perfeita, são 12 Mundos abertos para explorar cheios de segredos, o que garantem horas de gameplay, 15 armas com 2 variações além da comum (logo são 45 variações de armas, todas com upgrades).Há anos eu esperava de um jogo desses! Desde que Neil Druckmann, diretor e criador de The Last of US e diretor de Uncharted 4 disse que o gênero plataforma havia morrido e que ninguém mais se interessava. Se eu fosse Shuhei Yoshida mandava uma suspensão de 3 dias para um pensamento canalha desses.

 

R&C cospe plataformas e traz aquela sensação de infância novamente. Joguei like a boss, que nem um a maluco fanático. Parecia o urso do pica-pau correndo para lá e para cá, explorando cada centímetro do jogo.

 

Acredito que o jogo alcançou seu propósito, sem ser tão curto como o Quest for Booty (que em menos de 2 horas dá para fechar),  e não se estendeu ao ponto de ficar cansativo. Cada mundo tem sua própria história, todas se conectando no final e ainda existem ótimos mini games como o de skate e as fases que se desliza nos trilhos. O jogo te cativa a jogar mais e mais e, graficamente, está lindo e, tecnicamente, bem feito. Pegar o parafuso dourados nos dá várias opções legais, de poder usar filtros in-game como em inFamous Second Son, The last of Us, Uncharted Drake Collection e,até mesmo, cheats como munição infinita. Para quem gosta do estilo este reboot é indispensável. É uma pena que não tenha expansões.

 

 

Existem alguns pontos fracos, como a impossibilidade de se ter um save game separado para uma mesma conta mas isso parece regra nesta geração de consoles e o sistema de level do jogo que ficou extensivo além da conta, dificultando muito para quem quer platinar o jogo, prepare-se para dar new game mais 2~3 vezes para conseguir platina nesse jogo. Até pensei que conseguiria mas acabei desanimando feio, e olha que quando o jogo me cativa como este cativou, não paro até conseguir o tão sonhado troféu brilhante.

 

Quem fez pre-order ganhou uma arma exclusiva, tão exclusiva que ficamos com um slot vazio no menu de armas e não tendo nem mesmo a possibilidade de comprá-la separado.

Nota?…DE FORMA ALGUMA, no NewsInside não damos nota aos jogos. O MetaCritic está aí pra isso. Aqui teremos somente a minha simples opinião.

Quem jogou aí? O que achou de bom e ruim?

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