[Análise] Geração de Consoles 8.5 (e PC)

Como todo mundo já deve ter percebido a geração atual de videogames está meio que tendo seu ciclo de vida reduzido pela metade dos costumeiros 6 anos para 3 anos com um twist, um tipo de retrocompatibilidade entre as versões comum e “premium”, vamos ver pode afetar nosso hobby, então antes vamos fazer uma breve viagem no tempo do nosso passado recente e observar como essa praga caiu sobre nós e como pode nos afetar como consumidores:

Em 2012 a industria de jogos meio que resolveu abortar a oitava geração de consoles, digo isso porque começou com o Wii U tentando nestes 4 anos alcançar alguma relevância e 1 ano depois chehou a concorrência pesada do PS4 e Xbox One além dos PC sempre se aperfeiçoando, isso nos trouxe ao nosso cenário atual, PS4 Pro laçado e a previsão do lançamento do Xbox One project Scorpio para o fim desse ano (2017, caso você esteja lendo isso no futuro), então por que diabos eles resolveram fazer isso? Por que os videogames da 8ª geração nasceram com Hardware fraco, ao contrário dos monstros que tivemos na 7ª?

videogames8thgen

 

A tecnologia avançou muito desde 2006, quando fomos brindados com o PS3, o poderoso obelisco da brutalidade (como Yskar o apelidou na época), que era um absurdo de hardware em 2006, onde nem os PCs mais cabulosos conseguiam competir, hoje em dia as coisas são bem diferentes, se quiser montar um PC de 7 mil conto que rode tudo no ultra pelos próximos 10 anos é possível fazer (só precisa do dinheiro para isso, hehehe), claro que agora ter um computador tão potente assim não será 100% aproveitado logo de inicio, pois não temos jogos que utilizem essa potência toda, fazendo valer o dinheiro que gastamos nele, mas com o passar do tempo a tecnologia progride e essa potência acaba sendo o que se espera de um computador de alto desempenho e o investimento feito passa a fazer sentido.

Este cenário é totalmente diferente do que aconteceu na época do lançamento da 7ª geração de consoles, hoje os PCs conseguem gráficos até bem superiores do que os consoles podem fazer, como o 4k real e o escambau, coisa que provavelmente não veremos nos videgames de mesa antes 9ª geração, mas como disse, o problema é o investimento para se ter uma máquina assim, muitos não querem se comprometer em investir tanto em hardware, além do conhecimento técnico que se tem de ter para montar a melhor máquina possível pelo valor gasto.

Após muito tempo esse hardware iria começa a se tornar obsoleto, mas mesmo assim não precisaríamos trocar todas as peças de uma vez, seria uma RAM em um momento, um processador em outro, ou algumas GPU’s, já nos consoles temos aquele Hardware fixo para sempre, e os desenvolvedores tem de aproveitar ele ao máximo que podem por 6 a 8 anos (olá PS3 novamente).

Como consoles tem um hardware fixo do inicio ao fim de seu ciclo de vida, vemos jogos que brilharam aos olhos graficamente no inicio da geração, e na diversão também, pois hardware mais potente traz a possibilidade dos desenvolvedores implementarem mecânicas de gameplay que seriam impossíveis nas gerações anteriores (coisa que achei que faltou nessa geração onde eles se focaram apenas em gráficos, diferente do que vimos na transição do PS1 para o PS2 por exemplo), porém com inFamous Second Son vimos o que o poderiam ter feito com o PS4 quando usado em seu máximo, o que é uma pena que não aconteceram com os jogos feitos pelas thirdies party, além do ótimo Knack, que foi bastante rejeitado mesmo sendo do mesmo criador de Crash Bandicoot e engenheiro do PS4, Mark Cerny, eu gostei bastante desse jogo, pois faz um bom uso de partículas e inclui isso no gameplay e fazendo dele um jogo leve como foi o Crash.

Mas com o tempo as third party vão aprendendo a usar o kit de desenvolvimento dos consoles de forma cada vez melhor e os jogos first party sempre são otimizados da melhor forma possível, servindo como exemplo do que as thirdies podem alcançar graficamente quando otimizam o jogo da forma correta, mas sempre vamos estar limitados ao máximo que pode ser extraído daquele Hardware, o problema é que as Third acabam não otimizando ao máximo como poderiam fazer, devido a ficar atrelado aquela plataforma e não poder portar aquela otimização feita para outros sistemas, além dos prazos e muito dinheiro em Pre-Order,DLC ,Season Pass, onde um atraso acabaria causando um prejuízo gigante tanto em imagem quanto financeiramente na forma multas cobradas pelos publishers, e assim acabamos tendo lançamentos de jogos bugados, como esta aberração da tecnologia:

unity

Hummm, que jogo perfeito !!!

Muito mimimimi se fez em torno do hardware da oitava geração, pessoas querendo apenas gráficos e mais gráficos, quadros por segundos mais altos e estáveis (se ficassem travados sempre nos 30 fps sem nunca ter framedrop eu já estaria satisfeito) e as fabricantes de console  perceberam esse desejo, estão tentando nos vender algo “melhor”, já que obviamente se tem mercado para isto, porque não? Já que a ideia é lucrar, lucrar e lucrar, vender, vender e vender e que se dane o dia de amanhã !!! Bem vindo ao capitalismo selvagem niggas.

capitalismo
Mas ai eu percebi que se jogos como inFamous, Bloodborne, Tearaway Unfolded, Knack (entre vários outros) foram jogos que apesentaram estabilidade como se espera, e os third party lançando jogos instáveis como fizeram na geração anterior. Infelizmente jogos feitos pelas Thirds são instáveis e bugados no lançamento porque as empresas querem, porque podem atualizar após o lançamento e assim podem lançar mais cedo e cagar pra framerate ou o jogo como um todo para lucrar com antecedência, com pre-order, com itens ”exclusivos” (exemplo de final fantasy xv teria comprar o jogo 8 vezes pra ter tudo ”extra”), é uma pena, pois é possível fazer direito de primeira, desde que possam trabalhar com tempo e lançar quando estiver decente, mas vejo que também temos culpa nisso como consumidores pois muitas vezes vi reclamações em atrasos, onde fans parecem que querem logo o jogo em suas mãos mas não percebem que podem receber verdadeiras bombas bichadas que serão injogáveis por  um ou mais meses (ou muuuuitos meses, vide o No Man’s sky, que inclusive muitas pessoas tem se sentindo roubadas por Sean Murray).

Ao menos essa geração não foi apenas focada em gráficos, também é uma geração de funcionalidade, coisas que não tínhamos antes, como Remote Play via internet (quem pensou que poderia hoje estar com meu PS4/Xbox One em casa e quando estiver viajando poder jogar usando wifi no onibus/avião?), poder jogar aquele contra no Street Fighter e ter alguém para lootear no Diablo III sem que o amigo tenha de comprar o jogo, usando o Share Play? São funções que não existiam na geração passada ou eram restritas a um meia duzia de jogos.

Quem imaginou que nos consoles um dia poderíamos gravar aquela partida épica de Overwatch e dividir com os amigos? É disto que eu estou falando! Esta geração não precisa evoluir muito graficamente, mas foram esses complementos introduzidos para transmitir a experiência que tivemos com esses jogos com mais pessoas via youtube ou streaming que mais me agradou, sinto meio como era antigamente nas finadas locadoras, onde víamos os amigos jogando e sentíamos a empolgação que só aquele jogo maravilhoso podia nos dar.

Pessoalmente não pretendo trocar o que ja tenho já que para mim é essa “geração 8.5” é apenas mais do mesmo, não tenho TV 4k, e nem quero ter.
Qual sua opinião sobre está meia nova geração? Deixem seu comentário aí em baixo e vamos papear, vocês gostaram dessa geração ou preferiram as anteriores?

Então ficamos por aqui, aquele abraço e até mais! XD

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Lançados Sounhax, Fasthax e Safehax: Downgrade e Arm9loader até o firmware 11.2

bio-photo

E mais uma vez a cena hacker do portátil mais vendido dessa geração deu mais um passo em direção ao seu desbloqueio. A novidade da vez (que pra alguns nem té tão novidade) é o lançamento do Soundhax, Fasthax e Safehax, que permitem a execução de homebrews em qualquer versão do aparelho e, consequentemente, o downgrade e a instalação de uma Custom Firmware.

Sem entrar em detalhes técnicos, nós da equipe NewsInside seguimos o tutorial da página 3DS Guide e recomendamos para os nossos usuários.

O passo a passo desse site é auto-explicativo, solicitando que o usuário escolha o modelo do seu aparelho e, após isso, a versão de Firmware do mesmo para que a partir daí, o melhor método de desbloqueio seja mostrado para o usuário.

O aparelho que utilizamos para testar o método era um Old 3DS na versão 11.2 (firmware mais atual) e detalharemos o método para que o homebrew channel seja iniciado.

Itens necessários:

Homebrew Starter Kit
O último lançamento do Soundhax (de acordo com seu aparelho e região)
O otherapp payload (de acordo com seu aparelho e região)

Instruções:

1 – Copie os arquivos da pasta starter no starter.zip para a raiz do seu SD
2 – Copie o Soundhax.m4a para a raiz do seu cartão SD
3 – Copie o otherapp payload para a raiz do seu SD e renomeie o arquivo para otherapp.bin
4 – Insira novamente seu cartão SD no 3DS
5 – Execute o Nintendo 3DS Sound
6 – Siga todas as instruções do pássaro (que aparece quando o aplicativo é iniciado pela primeira vez), feche normalmente o app e abra de novo
7 – Rode o Soundhax.m4a
(Isso pode precisar ser feito diversas vezes)
(Se seu console travar, desligue-o a força segurando o botão power e tente novamente)
8 – Se tudo der certo, seu console iniciará o Homebrew Channel.

E é isso. A partir dessa ponto, o usuário pode escolher continuar o desbloqueio para que o downgrade e, posteriormente, a instalação do Arm9loaderhax seja realizada.

Dúvidas? Deixe nos comentários ou pergunte no post do nosso fórum!

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Lançado VitaShell 1.51 com suporte a transferência de arquivos via USB

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Finalmente uma das notícias mais aguardadas dos usuários do Vita saiu para a cena! O veterano – e um dos principais colaboradores da cena – theFlow, responstável também pelo primeiro dumper de jogos do Vita e, recentemente, pelo lançamento de um método para conseguir jogar jogos de PSP no aparelho, disponibilizou a versão 1.50 do VitaShell, aplicativo gerenciador de arquivos do portátil mais forte dessa geração.

A principal novidade desse update é fazer com o que o aparelho seja reconhecido no PC como um dispositivo USB, dispensando assim o uso do QCMA e programas de FTP.

Para que a função funcione da maneira correta, alguns preparos no PC são necessários. Segundo o post do Wololo, o que precisa ser feito é:

Linux: É necessário fazer com o que os drivers exFat estejam funcionando corretamente. Alguns usuários recomendam rodar o comando sudo apt-get install exfat-fuse exfat-utils. Já para os usuários de Archlinux, os usuários recomendam rodar o comando exfat-dkms-git, ao invés de exfat-fuse and exfat-utils.

Windows: Para os usuários de Windows, certifique-se que de DESMARCAR a opção Ocultar arquivos protegidos do Sistema Operacional ou marcar a opção Mostrar todos os arquivos ocultos, para que o Vita consiga mostrar para o usuário todas as suas pastas

Esse novo update também permite que o usuário transfira somente a pasta do jogo/homebrew já descompactado, sem a necessidade de ter o dobro de espaço no aparelho para a instalação de jogos, o que é muito bom para quem possui cartões de memória pequenos.

Para isso, basta o usuário apertar triangulo na pasta já transferida e usar a opção Install Folder.

E é isso. Como o post atrasou um tico, fica o link para a versão 1.51, que corrige alguns bugs encontrados na versão anterior.
Dúvidas, basta deixar nos comentários ou no nosso fórum!

Link para download: https://github.com/TheOfficialFloW/VitaShell/releases

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RetroArch v1.4.0

Rapidíssima só para avisar que saiu mais uma versão estável do melhor MetaEmulador  multisistema e multiplataforma do mundo, o Retroarch.

Retroarch

 

Ele tem versões para Navegadores, Android, iOS, Windows, Mac OSX,  3DS, Gamecube, Wii, Wii U ,  PSP e PSVita.
Ele emula muito bem uma quantidade bem grande de sistemas usando módulos de emulação de outros emuladores (por isso ele é um MetaEmulador, pois ele é mais uma interface unificada “inspirada” no XMB do PS3) e também ele roda jogos de código aberto como Doom, Quake 1, Dinothawr, Cave Story e outros.

Quem tiver um computador bem fraquinho pode usar os controles dos consoles que já tem e se divertir plugando no computador e jogando os clássicos para quebrar um pouco a rotina, por ter suporte a Vulkan ele tem um desempenho excelente para computadores que suportam essa API gráfica até com filtros gráficos que simulam TVs de tubo, dando um aspecto bem legal.

Cliquem nas imagens para ver o filtro, infelizmente não dá para mostrar em movimento, quando realmente os filtros impactam, claro que com uma configuração maire refinada dá para ter resultados melhores e ficam muito lindos em uma TV grande em 1080p.

 

Sonic 2 de Megadrive usando o filtro CRT-Hyllian Nearest

Sonic 2 de Megadrive usando o filtro CRT-Hyllian Nearest



Street Fighter Alpha 3 Arcade usando o filtro CRT-Hyllian Nearest



QuackShot usando o filtro Phosfor
QuackShot usando o filtro Phosfor

Só acho uma pena que o PSVita não tem potência gráfica para rodar os filtros, e só a interface XMB funciona.

Para os aventureiros e pessoal que gosta de quebrar um pouco a cabeça para ter as versões mais atualizadas do Retroarch é só baixar do repositório Nightly: https://buildbot.libretro.com/nightly/

Para quem só quer que a coisa funcione sem muita complicação baixe aqui pelo link de download da versão estável na versão 1.4.0: https://buildbot.libretro.com/stable/1.4.0/

Comentem aí o que vocês acharam, caso tenham interesse eu até faço um mini tutorial de como configurar os shaders do Retroarch para dar aquele aspecto de TV antiga em que jogávamos os games clássicos.

Aquele abraço e até mais! =)

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[PSVita] Lançamentos ViiMote – Ds4vita – Oclock Vita plugin

Rapidinha para avisar do lançamento de alguns plugins interessantes que permitem o uso de controles de Wii e DualShock 4 no PS Vita e outro novo plugin para overclock.

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